
Falar de minhas memórias em relação aos livros lidos e passagens por bibliotecas, Hum! meu texto ficará mínimo, para que possam perceber meu percurso escolar deixarei aqui, meu simples, porém marcante memorial escolar.
Bom, estudei as primeiras séries, na fazenda, tendo minha mãe como professora e sua formação era somente a quarta série primária, ou seja, 4ª série do ensino fundamental, naquela época podia, não me lembro de ter lido algum livro, mas a tabuada, Santo Deus! Quanto sofrimento... quantas vezes enchi folhas e folhas com a tabuada que não conseguia acertar, quanto mais castigo levava mais errava as malditas. Cá entre nós até hoje domino com facilidade só até a de seis, mas a infeliz tabuada não me reprovou, e fui para a cidade fazer a quinta série.
Existia nesta época tal de admissão, que era uma prova de todos os conteúdos e só depois de aprovado com média sete, estaríamos na quinta séria.
Outro sufoco, passar na admissão era como passar no vestibular de uma faculdade federal; passei! Com média 7,12 quase morri de felicidade, porque estava doente e não pude estudar os três meses, de preparação para a admissão, Aí ganhei como premio o relógio de ouro de minha mãe, (relíquia de família).
Não existia felicidade maior, e com este entusiasmo fui até o segundo grau sem uma nota vermelha, disputando ser a melhor aluna da sala, não tinha biblioteca em minha cidade e nem em minha escola. Os livros que li nesta trajetória foram: À volta ao mundo e 80 dias, e Memórias Póstumas de Braz Cubas, sinceramente não lembro de ter lido nenhum outro livro literário, agora pornografia de Adelaide Carraro, tipo Os padres também amam, credo, estes eram os meus prediletos, através deles eu descobria tudo que a sociedade fazia, e que era proibido saber. Como era satisfatório contar aquilo tudo para as colegas, foi divino! Enchi de amigas e o gosto pela leitura crescia entre nós, os livros passavam de mão em mão, todas queriam ler, e ai de nós se nossas mães descobrissem o que estávamos lendo, mas escondíamos só as capas, porque não tinha gravuras e nenhuma das mães sabia quem era Adelaide Carraro, e até ficavam feliz de nos ver quietas em casa lendo. Bons tempos aqueles.
Terminei meu segundo grau, já casada e não fazia mais sucesso os livros de Adelaide; fui para a faculdade, cursei Pedagogia em Jales, estado de São Paulo, era um curso seme-presencial e quase morri de tanto ler apostilas e fazer trabalhos, tudo que relacionava a educação tínhamos que estudar, saímos deste curso entendendo tudo e todos de uma escola, era tanta coisa que quase perdi o sabor de ser professora. Não desisti, trabalhei como professora de Filosofia, Sociologia e Didática, durante dois anos.
Adorava os pensamentos de Sidarta Gautama, o Buda; Sócrates; Aristótelfs; Platão; e outros filósofos, me empolgava tanto defendendo, admirando e analisando os pensamentos destes sábios, seu modo de ver as coisas e o mundo, que por muitas vezes tive que ser psicóloga de alunos, pois era procurada por eles, hoje penso que me tinham como sábia.
Aqui minha vida profissional muda de trajetória, larguei tudo por um sonho maior que nem era meu; meu esposo eu e meus dois filhos, partimos rumo ao primeiro mundo. USA, de pedagoga passei a hausekeeper e durou cinco anos!
Biblioteca! Sim! Deleitei durante cinco anos todas as tarde de sábado e domingo, lógico não todas as horas, pois, como disse eu era hausekeeper, de Um club, YMCA, e sempre que dava, lá estava eu na biblioteca lendo tudo que conseguia, a literatura infantil era o meu forte, este foi o caminho que encontrei para aprender Inglês, a falta deste idioma era enorme, questão de sobrevivência, necessidade mesmo!
Abençoada biblioteca, mudou toda minha direção profissional, de Gautama, passei a English teacher, chique né? Pois é voltando ao Brasil não existia mais o conteúdo de filosofia, pedagogia e didática, não existiam mais magistério de segundo grau, e minha faculdade de pedagogia foi pro ralo, Supervisão, e Orientação, as escolas estavam cheias, uma vez que são poucas profissionais, o máximo uma por turno, conclusão, tive que ser professora de Inglês porque este conteúdo estava em falta de profissionais, trabalhei seis anos ser formada em Letras, tomei gosto e encorajei a enfrentar novamente os bancos de uma faculdade, pois a concorrência nesta área já estava começando e meu tempo de serviço não ganharia de um professor Letrado.
Com dois anos cursando letras, saiu o concurso de professor, fiz e graças a Deus hoje tenho dois cargos efetivos, um grande amor pelo saber, correr atrás, aprender sempre, pois foi a dedicação em aprender o Inglês sozinha em uma biblioteca, fazer novamente uma faculdade, não desistir em frente aos obstáculos, que tenho meu lado profissional estruturado e posso envelhecer tendo uma aposentadoria, que não é grande coisa, mas já é uma segurança para quando estiver velhinha.
Bom, estudei as primeiras séries, na fazenda, tendo minha mãe como professora e sua formação era somente a quarta série primária, ou seja, 4ª série do ensino fundamental, naquela época podia, não me lembro de ter lido algum livro, mas a tabuada, Santo Deus! Quanto sofrimento... quantas vezes enchi folhas e folhas com a tabuada que não conseguia acertar, quanto mais castigo levava mais errava as malditas. Cá entre nós até hoje domino com facilidade só até a de seis, mas a infeliz tabuada não me reprovou, e fui para a cidade fazer a quinta série.
Existia nesta época tal de admissão, que era uma prova de todos os conteúdos e só depois de aprovado com média sete, estaríamos na quinta séria.
Outro sufoco, passar na admissão era como passar no vestibular de uma faculdade federal; passei! Com média 7,12 quase morri de felicidade, porque estava doente e não pude estudar os três meses, de preparação para a admissão, Aí ganhei como premio o relógio de ouro de minha mãe, (relíquia de família).
Não existia felicidade maior, e com este entusiasmo fui até o segundo grau sem uma nota vermelha, disputando ser a melhor aluna da sala, não tinha biblioteca em minha cidade e nem em minha escola. Os livros que li nesta trajetória foram: À volta ao mundo e 80 dias, e Memórias Póstumas de Braz Cubas, sinceramente não lembro de ter lido nenhum outro livro literário, agora pornografia de Adelaide Carraro, tipo Os padres também amam, credo, estes eram os meus prediletos, através deles eu descobria tudo que a sociedade fazia, e que era proibido saber. Como era satisfatório contar aquilo tudo para as colegas, foi divino! Enchi de amigas e o gosto pela leitura crescia entre nós, os livros passavam de mão em mão, todas queriam ler, e ai de nós se nossas mães descobrissem o que estávamos lendo, mas escondíamos só as capas, porque não tinha gravuras e nenhuma das mães sabia quem era Adelaide Carraro, e até ficavam feliz de nos ver quietas em casa lendo. Bons tempos aqueles.
Terminei meu segundo grau, já casada e não fazia mais sucesso os livros de Adelaide; fui para a faculdade, cursei Pedagogia em Jales, estado de São Paulo, era um curso seme-presencial e quase morri de tanto ler apostilas e fazer trabalhos, tudo que relacionava a educação tínhamos que estudar, saímos deste curso entendendo tudo e todos de uma escola, era tanta coisa que quase perdi o sabor de ser professora. Não desisti, trabalhei como professora de Filosofia, Sociologia e Didática, durante dois anos.
Adorava os pensamentos de Sidarta Gautama, o Buda; Sócrates; Aristótelfs; Platão; e outros filósofos, me empolgava tanto defendendo, admirando e analisando os pensamentos destes sábios, seu modo de ver as coisas e o mundo, que por muitas vezes tive que ser psicóloga de alunos, pois era procurada por eles, hoje penso que me tinham como sábia.
Aqui minha vida profissional muda de trajetória, larguei tudo por um sonho maior que nem era meu; meu esposo eu e meus dois filhos, partimos rumo ao primeiro mundo. USA, de pedagoga passei a hausekeeper e durou cinco anos!
Biblioteca! Sim! Deleitei durante cinco anos todas as tarde de sábado e domingo, lógico não todas as horas, pois, como disse eu era hausekeeper, de Um club, YMCA, e sempre que dava, lá estava eu na biblioteca lendo tudo que conseguia, a literatura infantil era o meu forte, este foi o caminho que encontrei para aprender Inglês, a falta deste idioma era enorme, questão de sobrevivência, necessidade mesmo!
Abençoada biblioteca, mudou toda minha direção profissional, de Gautama, passei a English teacher, chique né? Pois é voltando ao Brasil não existia mais o conteúdo de filosofia, pedagogia e didática, não existiam mais magistério de segundo grau, e minha faculdade de pedagogia foi pro ralo, Supervisão, e Orientação, as escolas estavam cheias, uma vez que são poucas profissionais, o máximo uma por turno, conclusão, tive que ser professora de Inglês porque este conteúdo estava em falta de profissionais, trabalhei seis anos ser formada em Letras, tomei gosto e encorajei a enfrentar novamente os bancos de uma faculdade, pois a concorrência nesta área já estava começando e meu tempo de serviço não ganharia de um professor Letrado.
Com dois anos cursando letras, saiu o concurso de professor, fiz e graças a Deus hoje tenho dois cargos efetivos, um grande amor pelo saber, correr atrás, aprender sempre, pois foi a dedicação em aprender o Inglês sozinha em uma biblioteca, fazer novamente uma faculdade, não desistir em frente aos obstáculos, que tenho meu lado profissional estruturado e posso envelhecer tendo uma aposentadoria, que não é grande coisa, mas já é uma segurança para quando estiver velhinha.

1 comentários:
Belíssima história. Acho que dá um filme,não?!
Patrícia Vieira
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