terça-feira, 14 de outubro de 2008

DESMUNDO, "Aos olhos da cursista: Beatriz Calixto Nazário"



O filme retrata a colonização do Brasil, bem no seu início. Simula como foi a “domesticação” e escravidão do índio que era chamado de “brasiles” ou selvagem, considerados pelos portugueses como animais até que tivessem contato com a religião e a língua de Portugal.
Além disso, evidencia a escravidão do negro, mas principalmente aponta as dificuldades dos colonizadores ao chegarem aqui, pois não vinham casais, e sim homens em busca de terras e de riquezas, não havia, portanto, mulheres para se “reproduzirem”, pois as índias e negras a religião noção permitia, assim tinham que trazê-las de Portugal. Escolhiam-se as órfãs, estas ao chegarem aqui tinham que se submeterem ao homem que lhe fosse imposto, e ao que ele queria, era realmente uma falta de mundo!
Desta “ invasão” pode-se observar que os portugueses queriam impor sua língua, religião e forma de viver, tudo que se contrapunha a isso era considerado como errado, pecaminoso ou mundano. Os judeus que para cá vinham não eram bem vistos pelos portugueses e os espanhóis eram considerados os que levavam uma vida mais simples.
Quanto à língua, existia várias, a dos índios, dos negros, dos espanhóis, dos judeus, e a que era imposta para todos, o português. Este muito arcaico e distante do que falamos hoje no Brasil, e acredito também que do de Portugal. Em determinados momentos eu cheguei a nem entender o que eles falavam, foi necessário a legenda. Mesmo sendo arcaico, é possível compreender que certos modos de falar hoje descendem desta época. Percebe-se que usavam muitos verbos no infinitivo, menos elos coesivos e palavras que hoje nem existem mais.
Logo, nota-se que houve uma mudança gradativa na forma de falar daquela época para hoje. Porém em algumas expressões ficaram no sotaque das pessoas. Principalmente na zona rural, onde as pessoas ainda trazem a forma de falar dos seus ancestrais.

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